terça-feira, 19 de junho de 2007

A imprensa escrita deve se reinventar

Por Leneide Duarte-Plon, de Paris em 23/1/2006
Une Presse Sans Gutenberg (Uma imprensa sem Gutenberg), de Jean-François Fogel e Bruno Patiño, 245 pp., Editions Grasset & Fasquelle, Paris, 2005
Há dez anos começava uma nova era para o jornalismo com o surgimento dos primeiros veículos de informação online. A web não significou o fim do jornal impresso, mas a informação online gratuita levou os jornais e revistas impressos a descobrirem que a internet não é apenas uma maneira de divulgar o jornal, mas uma mídia específica. Une presse sans Gutenberg, de Jean-François Fogel e Bruno Patiño, lançado no fim do ano passado em Paris, constata que a mídia impressa necessita de uma refundação para responder ao desafio da era da internet, responsável por um jornalismo descentralizado, interativo, aberto e inovador.
"Internet é a mídia onipresente, imaterial. Sua audiência, em vias de rápido crescimento, atinge a dimensão da Terra inteira, mas as massas são disseminadas. Ela é uma mídia sem massa, instantânea, a rede onde cada um se locomove rápido demais, para ser testemunha, ainda que furtiva, de sua própria solidão."
No final da leitura, a última frase do livro ressoa juntamente com a tese principal:
"Internet não é um suporte a mais, é o fim do jornalismo tal qual foi feito até hoje."
Bruno Patiño, de 40 anos, diretor da revista Télérama, do grupo Le Monde, presidente do Monde interactif, o site do Le Monde, é contundente: "A imprensa escrita deve se reinventar, econômica e jornalisticamente, e, dessa forma, alguns títulos têm muito tempo pela frente. Mas o jornal é cada vez menos a mídia automática de antes. E a característica de ‘vício diário’ de um jornal impresso, isso está ameaçado".

Fonte: Observatório da Imprensa

quinta-feira, 14 de junho de 2007

O fim está próximo?


Tenho certeza de que como o rádio, na época do surgimento da TV, o jornalismo impresso não vai acabar totalmente. Porém, não dá para negar a forte tendência do que a imagem acima representa: jornal na tela do computador. A rapidez de acesso, a atualização constante, o fato de não precisar pagar por isso, a presença cada vez maior - em todos os lugares - da Internet em nossas vidas são alguns dos motivos que me levam a acreditar nessa imagem.
Por mais que as pessoas gostem de tocar no papel, sentar-se a mesa do café para ler o seu jornal matinal e colecionar os exemplares de suas revistas favoritas, não podemos fechar os olhos para o avanço da tecnologia, para o tempo como um fator fundamental e, na concepção da vida moderna cada vez mais escasso, e para o fato de que a situação financeira da maioria não está boa e, infelizmente, os veículos de comunicação vão ficando para trás.
Por isso, eu como jornalista e, principalmente, como uma das responsáveis pela produção do veículo impresso, não posso fingir que nada está acontecendo. Mesmo porque, já há algum tempo sinto o mercado estagnado, talvez procurando uma idéia revolucionário ou o mais provável: se preparando para o futuro.

Desabafo - parte 2

Desabafo - parte 2
Sei que o que vou escrever agora não tem nada a ver com os temas das aulas, mas não poderia deixar de manifestar a minha indignação quanto à escolha do presindente Lula em relação ao Ministério do Turismo. Depois de ver a entrevista de Marta Suplicy na Gazeta no último domingo tive certeza do seu total despreparo. Falar em qualificação profissional, sem se preocupar primeiro em regulamentar a profissão e propor o crédito consignado para o setor mesmo com o recurso saturado, como confirmou o jornalista da Gazeta Mercatil presente na entrevista, mostra que ela não entende nada de Turismo e administração e que sua colocação no cargo foi por "livre e espontânea pressão" do PT.

A eterna briga

A eterna briga
Em homenagem ao último seminário. Aqui no Brasil a Coca ainda vence com muita vantagem. Será que um dia a concorrência consegue ultrapassá-la. A H2O deu um pequeno susto, vocês não acham?

modernidade líquida

modernidade líquida
Nesta era, vejam como daqui a poucos anos será nossa TV, computador, celular, rádio, filmadora, enfim, tudo em um único aparelho que cabe na palma da mão. Será que há vinte ou trinta anos alguém poderia acreditar nisso????

O mundo das marcas

O mundo das marcas
Em uma era em que as marcas dominam, bem que a visão do planeta pelos estudiosos da mídia, como nós, poderia ser assim lá do espaço.

Padrões de beleza

Padrões de beleza
Pensei em deixar esta imagem bem no começo da página, pois ela representa bem o poder que a mídia tem em nos influenciar em nossa aparência. Mas, a achei muito forte e triste para começar meu blog. É uma pena que as pessoas ainda se baseiem em um padrão instituido por esse mundo pouco honesto da moda. E o que lamento mais é que a mídia explore tanto esse tema para, principalmente, vender revistas com fórmulas infalíveis de emagrecimento.